A formação em psicanálise e o encontro com o real…

E hoje algo me angustiou. Mergulhada em textos psicanalíticos, que precisam de tempo para elaboração, uma questão me pegou: será que a formação é mesmo o meu caminho? Será que é isso que eu quero? Meu estômago enjôa só com a dúvida. 

As vezes parece óbvio e simples, as vezes parece muito complicado. Sinto-me capaz e incapaz ao mesmo tempo. A dúvida pesa, aperta, angustia. Mas algo mais forte me leva a continuar, a acreditar, assim como a Antígona, da mitologia.

Quem disse que o caminho escolhido é sempre o da certeza? Quem nunca duvidou ou se questionou das próprias escolhas, talvez tenha as feito sem pensar. Pensar é se abrir para as possibilidades, inclusive de mudar de opção. 

Tentarei trabalhar minhas dúvidas e continuar no caminho, até o momento em que as borboletas que sinto baterem no meu peito quando estudo psicanálise, parem. Aí sim, não valerá mais à pena.

Viva às borboletas, que batem asas e dão um caminho a trilhar, mesmo que este seja imprevisível. 

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